" />

Korubo Safari Camp


É compreensível que uma viagem ao Jalapão termine com uma descrição que varie entre os clichês “é preciso ver com os próprios olhos” e “sentir de corpo e alma”. De uma complexidade fascinante, este lugar difícil de descrever é uma daqueles destinos que reavivam o prazer em viajar e descobrir. Paradoxal, essa mistura de deserto e oceano de água doce corrente muitas vezes parece não fazer sentido. Mas faz, e muito, quando o viajante está diante de suas dunas lapidadas pelo vento, que também molda paredões e agita as folhas das palmeiras deste verdadeiros oásis. Poços de água que fervilham e onde o visitante não afunda contrastam com vastidões de areia e secura de fazer desacreditar que este sertão já foi mar – mas acredite, já foi mesmo. E entre animais típicos da fauna brasileira, você estará imerso em um ambiente único, que mescla o espírito da imensidão africana com algo incrivelmente brasileiro e autêntico.

 

Dica SUL Hotels: De máquina fotográfica em punho permita-se levar pela amplidão panorâmica das paisagens, mas não deixe de ficar atento aos detalhes, como a jalapa, delicadíssima flor cujo nome batizou a região.

Os quartos

Por localizar-se em uma região absolutamente remota (o posto de saúde mais próximo está a 120 km de distância), a melhor solução possível para desfrutar do Jalapão é dormindo em um Safari Camp. E essa é a proposta do Korubo Safari Camp, com 15 amplas tendas em estilo africano, equipadas com camas individuais e banheiro interno, com vaso e pia. Sob a sombra de mangabeiras e cajueiros e às margens do cristalino Rio Novo, não só é a melhor opção de hospedagem do Jalapão, como é a melhor opção de experiência para explorar as belezas da região, sempre em contato com a natureza e próximo das principais atrações.

Estrutura

Assim como os acampamentos na savana africana, o Korubo Safari Camp é uma hospedagem que pretende dar ao visitante a experiência de uma vivência em meio à natureza selvagem, mas com todo conforto e segurança. Além das 15 tendas de pernoite, com opção para famílias de 4 pessoas, a estrutura envolve salas de banho masculina e feminina, com boxes individuais e duchas com aquecimento solar.

Na tenda-refeitório os hóspedes desfrutam de jantares preparados por um chef local, com opção para vegetarianos (favor informar antes). Para não ofuscar o inesquecível brilho das estrelas, o acampamento não conta com gerador de energia elétrica, porém as tendas contam com pequenas lâmpadas de LED movidas a energia solar. Suas fotos estão garantidas, pois os mesmos painéis solares recarregam as baterias de câmeras e celulares, ainda que estes não tenham sinal em grande parte do percurso. Apenas para emergências, a equipe Korubo conta com telefones por satélite. A equipe também possui treinamento para realizar eventuais primeiros socorros. Além disso, é recomendável vacinação contra febre amarela pelo menos 10 dias antes da viagem.

Jalapão, Tocantins - Brasil

Complexa do ponto de vista geológico e igualmente difícil de descrever turisticamente, o Parque Estadual do Jalapão é um daqueles lugares que reservam encantos cuidadosamente guardados aos que se atrevem. Encarapitada no centro-leste do Estado do Tocantins, a 190 quilômetros da capital Palmas, a vasta área de preservação abriga uma variedade de paisagens que deixam muitos viajantes sem entender ao certo como aquilo tudo se formou. Realmente é de se destacar uma paisagem em que dunas alaranjadas, falésias e chapadas não apenas convivem, como dialogam em um horizonte de cachoeiras, rios caudalosos e árvores frondosas. A vegetação de cerrado e campos gerais abriga veredas, espécies de oásis, com nascentes e muita mata ao redor. Com mais de 34 mil quilômetros quadrados, mais do que o Estado de Sergipe, a área batizada de Jalapão possui pouca infraestrutura e povoados pouco próximos, como Ponte Alta do Tocantins e Mateiros.


O que Fazer

Ao longo de 6 dias o roteiro contempla uma jornada que percorre centenas de quilômetros. Após chegada e pernoite em Palmas, a capital do Tocantins, no segundo dia os viajantes embarcam em um 4×4 com destino ao Jalapão. Após almoço na cidade de Ponte Alta, a principal da região, uma saída em direção à misteriosa Serra Geral, já se afastando da civilização. Em meio à aridez do cerrado, uma refrescante parada no Cânion da Suçuapara, com suas águas que parecem brotar por uma fenda. Assim como nas três noites seguintes, o pernoite será no Korubo Safari Camp, sob as estrelas e longe de qualquer povoado.

No dia seguinte, logo cedo, uma descida de canoa pelo Rio Novo, após cuidadosas instruções. Com paradas em pequenas praias de águas claras às margens do rio, o passeio é um dos favoritos dos viajantes. À tarde, uma visita às dunas de areias de quartzo, minério que lhes dá um tom bem dourado sob a luz do entardecer. Cercadas por imensos chapadões, as dunas são o palco de um pôr do sol inesquecível.

Já no quarto dia, o grupo sai com destino ao Poço do Fervedouro do Soninho, um reservatório de água nascente cristalina cercado por bananeiras e com um fundo de areias brancas. Divirta-se tentando afundar na aconchegante piscina natural, tarefa impossível devido à intensa pressão da água que brota. Em seguida, partimos rumo à Cachoeira da Formiga e sua queda delicada que forma uma piscina natural translúcida de cor verde esmeralda. Após o almoço, o destino é a cidade de Mateiros, famosa por seu artesanato confeccionado com o nobre capim dourado.

O quinto dia é inteiramente dedicado à maior cachoeira do Jalapão. Imponente, seus 25 metros de altura impressionam, mas o que chama a atenção é a extensão da queda d’água em formato de ferradura. Por uma trilha leve, alcançamos a prainha da cachoeira e ali descansaremos, sob a sombra de árvores frondosas e em águas mais calmas e cristalinas. Depois do almoço, a partida de volta para Palmas, com pernoite. Por fim, o último dia é marcado por uma manhã livre para descobrir a capital do Tocantins, embarcar de volta para casa e começar a sentir saudades do Jalapão.

Como chegar

Palmas está a 2h20 de voo a partir de São Paulo e tem frequências diárias das principais empresas aéreas nacionais. Chegar ao Jalapão por conta própria não é uma ideia muito recorrente entre os turistas, uma vez que a distância entre as atrações é grande e o transporte precisa ser feito em veículo 4×4 por conta das dificuldades do terreno.